Underplayed Gems

Telejornal, o Filme (1967)

Telejornal, o Filme poster
Directed by
Oswaldo Caldeira
Country
Brazil
The 3D catalogue: film cases on wooden shelves, with the cat sitting at the counter next to its greeting.

The catalogue in 3D

The film shelves have a room of their own that you can walk around in. The cat behind the counter is the AI Catbot, and they pick real films from the same catalogue when you tell them what you feel like watching. Nothing is for sale, here or in there. Go in from here and this film is already out on the counter, with more like it waiting on the shelf next to it.

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How it feels

A TV news program in the future tries to reconstruct a lost city called Rio de Janeiro from mysterious fragments of images and sounds. The film mixes documentary and fiction as the show's producers attempt to make sense of scattered footage. Time and narrative blur, leaving past and present confused.

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What happens

Telejornal, o Filme é um filme brasileiro de média-metragem realizado em 1967, marcando a estréia na direção de Oswaldo Caldeira. O filme foi exibido pela primeira vez entre os dias 6 e 9 de novembro no lendário Cinema Paissandu, no Rio de Janeiro, ponto de encontro da geração que ficou conhecida como geração Paissandu. É um filme de ficção científica, em que vemos um programa de televisão no futuro – um telejornal – um programa jornalístico televisivo - que se auto coloca o desafio de reconstituir através de misteriosos fragmentos de imagens e sons que lhe chegaram às mãos, uma cidade desaparecida no passado, provavelmente chamada "Rio de Janeiro". Atendo-se em sua maior parte a imagens em sua maioria jornalísticas, imagens simples do quotidiano, rompendo as tênues barreiras entre documentário e ficção, os produtores do programa tentam recompô-las, organizá-las em coesão e sentido. Mas tudo se apresenta caótico, confuso: os tempos se misturam, perde-se uma linearidade narrativa, passado e presente se confundem, o próprio ator principal do filme, o protagonista – encenado pelo filósofo Juvenal Hahne – também é o locutor da televisão que narra a história, deslocando-se desenvolta e livremente entre o passado e o presente (futuro?). Sabe-se apenas que houve alguma catástrofe que arrasou a cidade. Um fenômeno natural? Enchentes, terremotos, revoluções, epidemias, mortes? As fotos e os filmes mostram gente sendo espancada nas ruas, prédios ruindo, inundações. Mas estas cenas são misturadas a fragmentos de cenas de amor, enterros, homens e mulheres se amando, canções, chuvas, velas sendo acesas em igrejas, automóveis em disparada e, naturalmente, autoridades se explicando através de verdades definitivas. Num dado momento, um homem com uma arma na mão impresso num cartaz de cinema aponta, atira e mata o protagonista do filme – ou seja, o personagem principal é assassinado por um homem com um revólver, impresso num cartaz de cinema. Este trágico acontecimento não demove o locutor de continuar conduzindo sua tarefa de tentativa de reconstituição, até o fim do programa, que termina em aberto, sem apaziguar nossas dúvidas. (from Wikipedia, CC BY-SA)

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