Underplayed Gems

O Pão e o Vinho (1981)

O Pão e o Vinho poster
Directed by
Ricardo Costa
Genre
documentary film
Country
Portugal
Runtime
1h 22m
Rating
8.0 of 10 from 1 voters
Elsewhere
IMDb
The 3D catalogue: film cases on wooden shelves, with the cat sitting at the counter next to its greeting.

The catalogue in 3D

The film shelves have a room of their own that you can walk around in. The cat behind the counter is the AI Catbot, and they pick real films from the same catalogue when you tell them what you feel like watching. Nothing is for sale, here or in there. Go in from here and this film is already out on the counter, with more like it waiting on the shelf next to it.

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How it feels

This documentary blends fact and fiction to show centuries-old traditions in a Portuguese village. Local actors and improvising poets perform a passion play, mixing religious and pagan elements to express human suffering.

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What happens

O Pão e o Vinho (en Bread and Wine), de 1983, é um documentário português de longa-metragem de Ricardo Costa, a sua segunda docuficção. Mostrando hábitos e tradições seculares com recurso a actores locais e a poetas repentistas, é também classificável como etnoficção. Autos da Paixão no teatro popular Tal como o filme etnográfico de Manoel de Oliveira, O Acto da Primavera (1963), filmada na Curalha, uma aldeia de Trás-os-Montes, O Pão e o Vinho, filmado quase vinte anos depois numa vila do Alentejo, o Redondo, ilustra o padecimento do Homem, simbolizado por uma representação religiosa da Paixão de Cristo em forma de mistério, neste caso enquanto expressão popular e pagã, no quadro do teatro medieval, em reacção espontânea ao dogma. Auto da Paixão no Alentejo Embora o rosto seja o mesmo, embora o amor de Verónica se imprima no mesmo pano, esta versão do sofrimento mostra outras terras e outras gentes, num outro lugar, num outro tempo e com outras cores. Aqui a palavra é dada à terra produtora, ao que dela o falar exprime, mas neste caso quem fala não são as personagens de um auto invocatório da condição humana, são os poetas repentistas que falam em verso e se tornam os demiurgos de uma realidade que é a vida, ali, com as cores que ela tem naquele momento, mais um na luta diária pelo sustento e pelo futuro. Uma outra particularidade caracteriza as duas obras: os actos que ambas ilustram, os seus actores, são realidades extintas. Se ambos os filmes continuam a ilustrar alguma coisa é o mesmo rosto estampado no alvo pano, na alma branca de uma qualquer Verónica, da mulher que vive o mesmo sofrimento que o do homem crucificado pela injustiça. (from Wikipedia, CC BY-SA)

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